Não poucos de nós já recorreram a esta célebre frase para resumir a sua “actual” situação de vida, isto é, pela reunião de acontecimentos na sua vida, a resume nessa frase – a minha vida está um inferno.
Bem, se pensarmos um bocado a respeito dessa afirmação deparamos com duas verdades: a primeira é que conseguimos identificar o estado da nossa vida e a segunda é que sabemos o que é o inferno.
Relativamente à primeira verdade contida na frase, pela conjugação de actividades, acontecimentos e consequências conseguimos distinguir o estado da nossa vida: está ou não bem; a fase em que nos encontramos é ou não boa; vivemos os melhores ou piores momentos; enfim… ninguém precisa de nos falar do nosso próprio estado porquanto nos conhecemos melhor que qualquer outra pessoa.
Quanto à segunda verdade, bem, suponho que se eu te sentasse e te dissesse: ‘…eu queria te ensinar algo novo: sabes o que é inferno? Bem, o inferno é…” (não iria passar daí porque não quererias que te falasse de uma coisa dessas!
Mas então, se nunca foste ensinado o que é o inferno, como, pois, és capaz de proferir tal afirmação? A verdade é que só falamos do que conhecemos e a verdade é que todos os que são capazes de afirmar “a minha vida está um inferno”, viveram uma “amostra” de inferno quando fizeram tal afirmação. A lógica é simples: nunca usamos tão bem uma palavra que desconhecemos e não só, até quando olhamos para o mundo, nos atrevemos a dizer que está um caos ou, até mesmo, um inferno. Porquê? Porque está mesmo!
Quando nos falam de inferno como lugar reservado para nós (a não ser que satisfaçamos as condições exigidas), dizemos que o inferno não existe ou não sabemos se existe. Nós conhecemo-lo, nós sabemos que existe, pois, fez ou faz parte da nossa vida. Pelo que nos é familiar.
Rematando, nós conhecemos o inferno por conseguirmos identificá-lo numa séria de acontecimentos ou experiencias no nosso quotidiano. Mas bem, eu não chamaria a esse inferno, ainda, e sim “amostra de inferno”. Se é apenas uma amostra significa que o verdadeiro inferno está por vir e ser vivido verdadeiramente. A Boa Nova é que não temos que passar por ele ou vivê-lo!
O verdadeiro inferno será semelhante ao vivermos os acontecimentos que nos levaram a afirmar a afirmação eternamente. Acabarão os momentos de alguma alegria (que às vezes temos aqui) e só terá lugar tudo o que não é agradável para nós, tormento, aperto e só teremos tempo de ranger os dentes. Para mim chega da amostra que tive, se há outra solução, então, buscarei esse solução e irei para o lado oposto. Não quero passar a minha eternidade nisso, antes, se também posso afirmar: “estou vivendo um pedaço de céu na terra!” ou “isto parece um paraíso!”, porque não buscar ir viver esse verdadeiro céu ou esse verdadeiro paraíso? Porque haveria eu de vir a passar a minha “vida” naquilo que repudio? Eu, definitivamente, buscarei esse céu ou paraíso, e quanto a ti, o que pretendes buscar?
[See you soon] [Este doc dá inicio ao meu 'depois']
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